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  Sexualidade no  climatério  
  As mudanças associadas ao climatério podem alterar   significativamente a vida sexual da mulher e do casal.

As principais modificações anatômicas e fisiológicas que se processam a partir do climatério são mais significativas com o avançar da idade, principalmente naquelas mulheres que passam longos períodos sem sexo (por viuvez ou separação, por exemplo) e não fazem terapia de reposição hormonal.

O desejo sexual, que constitui uma fase da resposta sexual, em geral diminui no período da pré-menopausa. Isso se expressa no relato de menos sonhos e fantasias

eróticas e, entre as que se masturbam, por um menor interesse nesta atividade. Também são observadas alterações em relação a excitação, orgasmo e resolução, veja a seguir:

 

Alterações na excitação

• Resposta mais lenta

• Redução da vaso congestão genital

• Aumento no tamanho dos seios torna-se mínimo ou ausente

• Menor expansão da vagina e menor lubrificação vaginal

No orgasmo

• Diminuição da duração do orgasmo

• Menos contrações vaginais e mais fracas

Na resolução

• Aumento de tempo de retorno ao estado pré estimulatório

• Redução da capacidade multiorgástica

• Sintomas de cistite ou uretrite após o coito demorado ou repetido em intervalo

vibradores

 

 

  

 

Outra conseqüência da menopausa ou climatério é a atrofia urogenital com:

• Secura vaginal, irritação e ardor

• Pressão vaginal e sensação de peso na pelve inferior

• Corrimento vaginal (sempre mal-cheiroso e cinza-amarelado)

• Prurido vulvovaginal, distrofia

• Dispareunia

• Vaginismo

• Sangramento e pressão pélvica pós-coito

• Irritação pós-coital na genitália do parceiro

• Freqüência urinária, urgência e disúria

• Uretrite, cistite (inflamatória ou infecciosa)

 
  Uma das formas de aliviar estes sintomas é através da Terapia de reposição hormonal. O uso de estrogênios pode ajudar o desejo sexual nos casos em que a libido se deteriorou em função das mudanças vaginais. Com a reversão desse quadro, é possível uma melhora no apetite sexual. Entretanto existem evidências de que a testosterona e não o estrogênio seja primariamente a responsável pela manutenção do interesse e do desejo sexual na mulher . Estudos realizados mostram uma forte evidência de que estrogênio mais androgênio é superior a estrogênio ou placebo em melhorar o desejo e o bem-estar sexual.

As descobertas de Helen Kaplan, em 1993, descrevendo a síndrome da deficiência androgênica feminina (FADS) foram decisivos no esclarecimento de que a baixa de androgênio na mulher está associada a um significativo decréscimo no desejo sexual ou na libido.

 
  As experiências de pesquisadores ingleses e australianos com implantes subcutâneos de pellets contendo estradiol e testosterona demonstraram que em três a seis meses ocorre aumento da libido, do prazer sexual, da freqüência de orgasmo e nas atividades de iniciação sexual.

Muitas mulheres contudo não podem fazer uso de hormônios por isto é importante avaliar este procedimento cuidadosamente com auxilio de profissional da área médica.

É importante destacar que a atividade sexual  ajuda a manter a saúde da região genital mesmo na etapa pós menopausa. É barato, saudável e não tem contra indicação. Não ter um companheiro não é desculpa para não praticar sexo. Lembre-se que os vibradores estão ai para  ajudar! Experimente  um tipo dedeira.

Aviso: O Jardim de Eva  é um espaço apenas informativo. Seu conteúdo NÃO substitui a consulta ao médico

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