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  Preferências e gêneros sexuais  
 

Afinal a preferência sexual é resultado do meio onde as pessoas vivem, da forma como foram educadas, conseqüência de traumas psicológicos ou algo que trazem ao nascer como parte de sua herança biológica?

Vários artigos publicados recentemente, abordando estudos realizados por cientistas, mostram que a resposta a esta questão tão debatida e polêmica esta no hipotálamo, uma estrutura do tamanho aproximado de um grão de ervilha, que controla a temperatura corporal, o apetite e o balanço de água no corpo, além de ser o principal centro da expressão emocional e do comportamento sexual.

Artigo publicado recentemente na revista da Academia de Ciências dos Estados Unidos, demonstra que o simples bloqueio da produção de um único receptor para hormônios femininos em uma área específica do hipotálamo foi suficiente para eliminar completamente o comportamento sexual. Estudos anteriores realizados por pesquisadores do Instituto Karolinska, localizado na Suécia, já demonstravam que a sexualidade está associada ao hipotálamo.

As conclusões destes e de outros estudos científicos na área de neurociência, contrariam a posição corrente de considerar a preferência sexual como conseqüência de fatores psicológicos, familiares, educacionais e ou morais apontando para a determinação biológica (genética e hormonal) e precoce (ainda no útero) da preferência sexual.

Está estatisticamente comprovado que cerca de 10% dos homens e das mulheres, procuram preferencialmente parceiros do mesmo sexo e que, para desalento dos que julgam que as preferências sexuais podem ser “reparadas”, este percentual não varia em função de nenhum parâmetro comportamental.

De fato os estudos não deixam nenhuma duvida de que não se trata de uma questão de “opção sexual” mas da forma como o hipotálamo responde a uma substância denominada “feromônio” que produz uma série de alterações fisiológicas e comportamentais tais como excitação, palpitação, paixão, ruborização, alterações de temperatura corporal, sudorese entre outras.

O feromônio é uma substância volátil, sem odor detectável cuja “informação” é enviada ao hipotálamo por um órgão denominado vomeronasal (via nasal) .Nos homens heterossexuais o hipotálamo responde  ao feromônio feminino (EST) e nas mulheres ao masculino (AND).

Segundo os estudos do Instituto Sueco nem todo hipotálamo masculino responde a feromônios femininos ou vice-versa sendo que em algumas pessoas vai refletir não o sexo mas a preferência sexual.Como se trata de uma resposta de origem biológica e não psicológica qualquer tentativa de alterá-la seria, mais ou menos, como tentar mudar a cor dos olhos ou da pele de uma pessoa.

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